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domingo, 8 de março de 2009

Vantagens e desvantagens dos sistemas 32 bits e 64 bits

2 bits ou 64 bits ?
Assim como os atuais sistemas operacionais de 32 bits substituíram a plataforma anterior, de 16 bits, os de 64 bits, lançados há algum tempo, estão aos poucos aumentando sua participação no mercado. Mas a transição para a nova plataforma é lenta e ainda vista com ressalvas por grande parte dos usuários, que têm dúvidas quanto suas compatibilidades e desempenho.

O WNews mostra as diferença entre as duas plataformas e tenta esclarecer algumas dúvidas para ajudar você na escolha de seu próximo sistema operacional. Acompanhe a seguir:


O que é a plataforma de 64-bits?
No contexto atual, significa que o processador pode operar números inteiros de até 64-bits de tamanho (assim como um chip de 32-bits pode operar apenas com números inteiros de 32-bits). Também indica que a memória pode ser acessada usando endereços de 64-bits. Neste caso quanto mais endereços, mais memória disponível.


O sistema de 64-bits é mais rápido?
Sim e não. Tecnicamente, por suportar mais memória RAM, é possível montar sim um sistema mais rápido, mas como ainda são poucos os programas feitos para esta plataforma, talvez você tenha que usar versões adaptadas ou “emuladas” de programas para acessar determinados tipos de arquivos.


Muitos programas que você utiliza atualmente (como jogos de computador) foram feitos especificamente para a plataforma 32-bits e não para utilizar as vantagens do sistema x86-64. Então não sofrerão ganho aparente, podendo até ter um rendimento inferior do que antes.


O Windows 64-bits roda os meus programas atuais?
Provavelmente sim. Todo sistema de 64-bits tem o chamado WOW64 integrado, ou seja, um emulador que cria um ambiente 32-bits para que seus programas rodem sem sofrer alterações.


Mas há exceções. Programas mais antigos, feitos na plataforma 16-bits, não rodarão nativamente no novo ambiente, a não ser que sejam usados emuladores de terceiros.


Softwares que utilizam a interface direta do kernel do Windows – como drivers, por exemplo – também não rodarão na plataforma. Eles precisam ser 64-bits. Alguns outros programas que tenham em seu código instruções 16-bits podem não rodar.


No caso de softwares de segurança, todas as versões mais recentes das suítes de aplicativos dos principais fabricantes já estão prontas para rodar na plataforma.
Se mesmo assim você ficar em dúvida se seu programa favorito rodará na versão 64-bits do Windows, confira diretamente no site do Microsoft ou visite o site da Microsoft para tirar suas dúvidas.


Quais versões do Windows são 64-bits?
Todas as do Windows Vista, da Home até a Ultimate, existem tanto para a plataforma 32 quanto para 64-bits. Geralmente são vendidas separadamente.


No caso do Windows XP é um pouco diferente: A versão 64-bits é atualmente feita para chips IA-64 Itanium. Possui uma arquitetura de processamento totalmente diferente, e não funcionará com chips AMD ou Intel convencionais. Para isso você precisará da versão Windows XP Professional x64 Edition.


Mesmo antes do encerramento de sua distribuição, a versão x64 do XP já era difícil de ser encontrada, assim como drivers para seus periféricos funcionarem corretamente no sistema.


É possível atualizar o sistema atual de 32-bits para outro 64-bits?
Seguindo alguns procedimentos, sim. Não existe apenas uma “atualização” para se fazer um upgrade, pois o sistema 64-bits é totalmente novo. Você terá de fazer backups de seus arquivos, formatar seu disco rígido para apagar todo o conteúdo atual e realizar uma instalação do início.


Preciso usar o Windows 64-bits em um processador 64-bits?
Não. Todos os processadores para PC são compatíveis com versões anteriores de suas respectivas plataformas. Ou seja, podem rodar naturalmente outros sistemas, como o mais comum Windows 32-bits.


Qual a maior vantagem que o Windows 64-bits oferece?
O grande benefício que sistemas 64-bits oferecem é o aumento da capacidade de gerenciar memória. No caso do Windows 32-bits, ele é limitado a 4GB, sendo que qualquer quantidade excedente será descartada. No caso da nova plataforma, a versão Home Basic do Vista suporta até 8GB, a versão Home Premium 16GB e todas as versões seguintes suportam 128GB ou mais.


Outra vantagem está na segurança. Os programas específicos podem utilizar registros extras da codificação x86-64, e assim proteger melhor a memória e o kernel do sistema para se proteger de ataques.


Quais desvantagens do Windows 64-bits?
Assim como os outros, o sistema 64-bits não está livre de problemas, e a maioria deles está relacionada ao suporte de software, que podemos incluir:
- Impossibilidade de rodar programas e aplicativos 16-bits (como programas em DOS e Windows 3.1);
- Possibilidade de alguns programas 32-bits não funcionarem;
- Todos os drivers do seu computador devem ser próprios para 64-bits, o que pode ser um problema para equipamentos mais antigos.


Terei problemas para localizar drivers no Vista 64-bits?
Isso depende do tipo de hardware que você usa. Se estiver utilizando equipamentos comuns, nada muito exótico ou antigo, provavelmente não terá dificuldades com drivers. Por exemplo, a Nvidia e a AMD/ATI mantém suas versões sempre atualizadas para ambas as plataformas, assim como a Intel e a Realtek.


Hoje é mais fácil de se encontrar drivers para câmeras, impressoras e placas de modo geral. Provavelmente eles não virão com o aplicativo, mas você poderá encontrá-los online, seja na página do fabricante ou fazendo uma simples busca.


Quais programas estão disponíveis para 64-bits?
Programas específicos para a plataforma são poucos. Muitos são do tipo opensource (como o navegador Firefox) ou produtos profissionais (como a suíte de ferramentas da Adobe).


Alguns utilitários são encontrados também na versão 64-bits, como CloneDVD, VMWare e outros. Já aplicativos comuns, como a maioria de suítes para escritório e jogos são geralmente compiladas no formato 32-bits, podendo gerar certa incompatibilidade.


Qual plataforma é melhor: Windows Vista 64-bits ou XP 64-bits?
Ao compararmos as duas plataformas 64-bits em termos de suporte de hardware e sem entrar no mérito da estética e da interface, podemos afirmar que a melhor opção e o Vista 64-bits. Cada vez menos fabricantes estão desenvolvendo drivers específicos para a plataforma XP 64-bits. O suporte ao Windows Vista – apesar de ainda estar defasado em relação à versão 32-bits – gradualmente se tornará universal.

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sábado, 7 de março de 2009

Saiba como escolher sua placa de vídeo

Inspirado em situações reais do dia-a-dia, resolvi escrever este artigo, que tem por objetivo desmistificar de forma bastante prática, uma série de crenças que freqüentemente levam as pessoas a fazerem péssimas escolhas no momento da compra de uma placa de vídeo (VGA - Video Graphics Adapter)

Vamos às dicas

1. Massa, comprei uma placa de vídeo com 512MB de memória!

Esta especificação se refere à quantidade de memória RAM existente na placa de vídeo, e é responsável pela resolução suportada, profundidade de cor, além de guardar dados geométricos 3D e mapas de texturas.
Analisar apenas este parâmetro é sem dúvida o erro mais comum. Embora seja de fato um parâmetro relevante, a escolha de uma boa placa de vídeo deve levar em consideração muitos outros fatores.
Ter uma placa de vídeo com 512MB de memória não significa, absolutamente, que esta placa será capaz de rodar jogos atuais de forma satisfatória.

Exemplo: Geforce 8400GS 512MB da XFX

Embora seja uma placa recente (série 8) e tenha os famigerados 512MB de memória, esta placa é completamente inadequada para rodar a grande maioria dos jogos atuais. De fato, ela não tem a menor condição de rodar jogos como Crysis, Grid ou o Supreme Commander.

Vejamos então, alguns parâmetros que você deve analisar:

1. Quantidade de RAM;
2. Clock do processador gráfico;
3. Clock das memórias;
4. Tipo de memórias;
5. Barramento das memórias;
6. Barramento da VGA;
7. Taxa de transferência da memória;
8. Pixels por clock*.

*Este termo é encontrado no Clube do Hardware, de onde eu extraí algumas das informações das tabelas 1 e 2, mas alguns chamam de stream processors ou processadores unificados ou shaders unificados, ou ainda, unidades de processamento.
Pra elucidar o que estou falando, vamos comparar a Geforce 8400GS da Nvidia, com uma placa que tem sido muito vendida nos últimos meses por representar uma ótima relação custo x benefício: a RADEON HD 4850 da Saphire.

Nota: estas placas não concorrem entre si. Esta comparação será feita apenas por motivos didáticos.

Tabela 1

Geforce 8400 GS (XFX) / RADEON HD 4850 (Saphire)
1. Quantidade de RAM: 512MB / 512MB
2. Clock do processador gráfico: 450 MHz / 625 MHz
3. Clock das memórias: 533 MHz / 993 MHz
4. Tipo de memórias: DDR2 / GDDR3
5. Barramento das memórias: 64 bits / 256 bits
6. Barramento da VGA: PCI-E 1.1 (16x) / PCI-E 2.0
7. Taxa de transferência da memória: 6,4 GB/s / 64 GB/s
8. Pixels por clock: 16 / 800

Comentários
Repare que, mesmo as duas placas tendo a mesma quantidade de RAM, a HD 4850 supera em todos os outros quesitos a 8400GS.
Veja por exemplo, que as memórias da 8400GS dispõem de um barramento de comunicação de 64 bits, enquanto que na HD 4850 temos o quádruplo desse valor.
Repare também no tipo de barramento das VGA’s. A 8400GS conta com o PCI-E 1.1, que é capaz de transmitir dados a uma taxa de até 4 GB/s (aliás, taxa mais que suficiente para o seu fraco desempenho), contra 8 GB/s (o dobro) do PCI-E 2.0 presente na ATI.

Não duvide, caro leitor, de que todos estes parâmetros superiores na HD 4850 farão uma enorme diferença naquele seu jogo predileto.

2. Agora vou detonar, comprei uma série 8 da Geforce!

Este é o segundo erro mais comum. O fato de a placa de vídeo ser de uma série mais recente, também não quer dizer que a placa seja adequada para determinada aplicação. Na verdade todas as séries têm modelos divididos em “high-end”, “middle-end” e “low-end”.
Este jargão quer dizer que, embora de mesma série, você pode ter placas de alto desempenho, médio desempenho e baixo desempenho, estas últimas também chamadas placas de entrada.
Vamos ao exemplo: Geforce 8400GS versus Geforce 7900GT


Embora seja de uma série anterior, a 7900GT tem o desempenho bastante superior à 8400GS (mesmo tendo metade da memória RAM!). Vejamos a mesma tabela do tópico anterior, mas com estas duas placas:

Tabela 2
Geforce 8400GS (XFX) / Geforce 7900GT (Nvidia)

1. Quantidade de RAM: 512MB / 256MB
2. Clock do processador gráfico: 450 MHz / 450 MHz
3. Clock das memórias: 533 MHz / 1,32 GHz
4. Tipo de memórias: DDR2 / GDDR3
5. Barramento das memórias: 64 bits / 256 bits
6. Barramento da VGA: PCI-E 1.1 (16x) / PCI-E 1.0 (16x)
7. Taxa de transferência da memória: 6,4 GB/s / 42,2 GB/s
8. Pixels por clock: 16 / 24

Comentários
Repare como a 7900 tem a freqüência da memória bastante superior, bem como o quádruplo da largura de banda em seu barramento de memória, com relação à 8400GS.

3. Tô doido pra instalar o Crysis, comprei uma placa de vídeo com DirectX 10!

O DirectX é uma interface de programação de aplicativo (API) utilizada por programadores para o desenvolvimento de jogos e aplicativos multimídia. Esta API proprietária da Microsoft já se encontra hoje na versão 10.1, com previsões de publicação da versão 11.
O lançamento da versão 10 do DirectX gerou um bocado de ansiedade na comunidade gamer, por prometer uma série de funcionalidades gráficas que tornariam os jogos muito mais bonitos, como por exemplo efeitos de iluminação diferenciados. O fato porém, é que placas low-end lidam muito mal com aplicativos rodando com o DirectX 10, sendo muitas vezes até preferível desativar este recurso.
Devemos lembrar também, que o Windows XP não conta com este recurso, sendo ele encontrado apenas no Windows Vista e na versão beta de seu sucessor, o Windows 7. É notório na comunidade gamer, que o Windows Vista consome mais recursos de processamento e memória dos computadores, sendo ele inadequado para configurações modestas.
Ou seja, dependendo da sua escolha de placa de vídeo e do seu sistema, a presença do DirectX 10 não representará vantagem nenhuma.

4. Só compro placas da Nvidia (ou da ATI), elas são muito melhores!
O autor desse tipo de frase é apelidado no jargão da informática de “fã-boy”. São pessoas que se declaram fãs de uma determinada empresa, e só compram placas de vídeo dessa mesma empresa.
No primeiro semestre de 2008 a Nvidia lançou uma placa espetacular, a 8800GT, que na época tinha um desempenho bastante superior às suas concorrentes, e ficou durante um bom tempo sendo a preferida dos consumidores.
Já no segundo semestre do mesmo ano, a ATI chegou com a série 4000, cuja 4850 superava consideravelmente a 8800GT, tanto em preço quanto em desempenho, sendo até hoje considerada uma ótima opção.

Seja fã do seu bolso
Ou seja, o consumidor inteligente analisa as flutuações do mercado e faz a sua escolha sempre baseado em parâmetros reais que estabelecem o custo x benefício de um determinado produto.

5. Tô jogando o Crysis com a minha 7200GS, dá de boa!
Uma coisa é rodar um jogo, outra é rodar o jogo com qualidade. Vejo com freqüência frases como essa do título, mas ao verificar a qualidade da execução do programa, nota-se que o jogo esta sendo executado com uma média de 8 fps (frames por segundo), mesmo com os recursos de gráficos configurados todos no mínimo!

A partir de 16 fps tem-se a ilusão de movimento, no entanto, para executar um jogo com qualidade, esta taxa deve ser sempre igual ou superior a 30.
Como saber o frame-rate (taxa de frames)

Cada jogo possui um comando que, se executado no console (do próprio jogo), mostra na tela a taxa de frames por segundo. Mas, para não precisar ficar pesquisando ou decorando o comando de cada jogo, sugiro a utilização de um programa bastante simples e gratuito, chamado Fraps.

Inicie o Fraps e apenas minimize a tela que aparecer. Em seguida, ligue o seu jogo. O Fraps mostrará no canto superior esquerdo o frame-rate gerado pelo seu computador. Se mesmo com todas as opções no médio, o seu computador não é capaz de gerar a taxa de 30 fps, sugiro que você faça um up-grade, ou tente outro jogo.

Há quem diga que dá pra jogar a 15 ou 20 fps e com todas as opções de gráficos no mínimo. Para mim isto é o mesmo que assistir a um excelente filme, cheio de efeitos especiais, num vídeo cassete e uma televisão preto e branco de 14 polegadas.

6. Tô sossegado, comprei uma fonte Leadership GAMER de 900 Watts!

O que a potência da fonte tem a ver com a escolha da placa? Explico: as placas de vídeo modernas, principalmente as mais potentes, possuem grande consumo de energia.
Veja a RADEON HD 4870X2, por exemplo, que requer (de acordo com o fabricante) uma fonte capaz de gerar 650W ou mais! E estes requisitos de potência são ainda maiores quando o consumidor resolve montar um sistema com SLI (Nvidia) ou CROSSFIRE (ATI).
Ocorre que, devido à incompetência das autoridades em fiscalizar e regular o mercado de informática, existem fabricantes que rotulam uma fonte de alimentação com 900 ou 700W, quando na verdade ela não é capaz de fornecer sequer metade disso.
E se a sua fonte de alimentação não dá conta do recado, saiba que você poderá ter problemas de instabilidade, além de diminuir a vida útil do seu equipamento, ou mesmo mandar todo o seu sistema para o espaço.
Ao escolher a sua fonte de alimentação, fique com as marcas reconhecidas, como Corsair, Zalman, OCZ ou Enermax, e dê preferência para as fontes com PFC* ativo. Estas fontes possuem altíssima eficiência e economia, e na dúvida, consulte fóruns e revistas especializadas, e procure por reviews.

*PFC – Power Factor Correction ou Fator de Correção de Força.

Estes são os erros mais comuns, porém aqui estão outras dicas úteis

1. Ih, deu gargalo
Da mesma forma que uma corrente quebra no elo mais fraco, o limite do seu sistema será determinado também pelo componente mais fraco. Ou seja, não adianta nada comprar uma 4870X2 e meter num computador das casas Bahia. Certifique-se de montar uma configuração equilibrada, ou você estará gastando dinheiro à toa.

2. Verifique o barramento (slot) de vídeo da placa mãe
Ao comprar uma placa mãe nova, verifique o barramento de vídeo. Barramentos inferiores ao PCI-E 16x poderão gerar gargalos e incompatibilidades com VGA’s recentes.

O padrão atual é o PCI-E 2.0. Ele é compatível com o 1.x, e proporciona pequena diferença de desempenho dependendo do caso, sendo que esta diferença tende a aumentar à medida que as placas de vídeo vão ficando cada vez mais poderosas e os jogos cada vez mais pesados. Ou seja, se o seu orçamento permitir, vá de PCI-E 2.0.

3. Cuidado com a nomenclatura
Não sei bem se por excesso de cafeína dos projetistas, ou por simples tentativa de confundir o consumidor, as placas de vídeo têm nomenclatura bastante confusa. Uma coisa é uma 8800GS outra é uma 8800GTX. E pasme, pode acontecer de placas com o mesmo nome serem diferentes, como é o caso da GTX260 com 192 unidades de processamento e a "mesma placa" (GTX260) com 216 unidades de processamento.
Aqui vale a mesma dica da fonte, consulte os fóruns de informática, leia revistas especializadas, e, principalmente, corra atrás de reviews comparativos na internet. Através deles, você consegue ver exatamente qual é o desempenho da placa de vídeo pretendida naquele seu jogo preferido.

4. Não acredite no vendedor ou no “teco” de informática
Quanto ao vendedor nem preciso dizer nada, muitas vezes só o que eles querem é empurrar produtos na primeira vítima que aparecer.

Quanto aos técnicos, cansei de ver profissionais com anos de experiência, que, no entanto, não tem a menor condição de montar uma boa configuração para jogos. Ocorre que este tipo de profissional costuma lidar no seu dia-a-dia com configurações bastante modestas, e muitas vezes até antigas, típicas de micros voltados para aplicações de escritório, e não têm conhecimento dos últimos lançamentos e das últimas tecnologias do mercado.

Links úteis

Tabela comparativa dos chips da Nvidia
http://www.clubedohardware.com.br/artigos/519

Tabela comparativa dos chips da ATI
http://www.clubedohardware.com.br/artigos/520

Como fazer overclock na placa de vídeo
http://www.clubedohardware.com.br/artigos/547

Download do Fraps
http://www.fraps.com/download.php

Teste da fonte Leadership Gamer Wireless 900W
http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1596/10


Texto criado pelo User: PHAS do forum Adrenaline.


Dicas muito boas e interessantes para quem está pensando em comprar uma VGA.

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sexta-feira, 6 de março de 2009

Diferenças em cada tipo de banda larga

Banda larga: as diferenças entre ADSL, Cabo, Rádio, 3G e Satélite Por Fabio Eduardo Paganin Reis do Amaral

Aprenda um pouco sobre as vantagens e desvantagens de cada tipo de conexão.

Com o advento da banda larga, surgiram diversos tipos de conexão: ADSL, Cabo, Rádio, 3G, Satélite... apesar de todas serem mais velozes que a internet discada, você sabe a diferença entre elas? Sabe qual é a mais adequada às atividades que você exerce em frente ao computador?

Este artigo pretende elucidar a você, caro leitor, as principais características das conexões de banda larga mais populares – bem como suas vantagens e desvantagens.

ADSL

O significado de ADSL é Asymmetric Digital Subscriber Line, ou “Linha Digital Assimétrica para Assinante”. A palavra chave aqui é “assimétrica”, pois define a forma como a conexão lida com o fluxo de informações: maior em um sentido que em outro (em outras palavras, a velocidade de download é maior que a de upload).

Esse tipo de conexão funciona a partir de uma linha telefônica, com a vantagem de possibilitar ao usuário navegar ao mesmo tempo em que conversa por telefone (ao contrário da internet discada); para evitar a interferência de uma com a outra, normalmente é utilizado um filtro de linha.

Vantagens:


A largura da banda varia muito pouco, sofrendo algumas reduções apenas nos horários de pico;
Não ocupa a linha telefônica;
Variedade na largura da banda (256 Kbps, 512 Kbps etc.) por preços acessíveis;
Bom desempenho em jogos online ou outros serviços que exijam troca rápida de informações.

Desvantagens:


Sua instalação necessita a existência prévia de cabeamento telefônico;
Péssima para empresas e para servidores (de jogos ou afins), devido à velocidade limitada de upload.

Cabo

A internet a cabo funciona de forma semelhante à ADSL, com algumas diferenças básicas: a primeira é que não há assimetria no envio e recebimento de informações (as velocidades de download e upload são iguais); além disso, a estrutura utilizada não é a telefônica, mas sim o cabeamento da televisão.

O Cabo e a ADSL são os principais tipos de conexão disponíveis aos usuários domésticos. Sua supremacia, no entanto, vem sendo fortemente ameaçada com a recente expansão dos serviços de fibra ótica e internet móvel.

Vantagens:


Ótima para o uso de torrents e afins, já que a boa velocidade de upload facilita a obtenção de IDs altas;
Não necessita a existência de linha telefônica instalada;
Permite altíssimas velocidades de download nos horários não-convencionais (como no meio da madrugada).

Desvantagens:


Necessita a existência de cabeamento de televisão e modem específico;
A velocidade da conexão pode sofrer reduções drásticas em horários de pico (como às 15h).

Rádio

A conexão via rádio funciona sem fios, através da repetição de sinais feita por antenas em locais estratégicos. Para que seja possível tal conexão, o local onde a antena de recepção será instalada precisa “enxergar” (não pode haver barreiras, como prédios) a torre de transmissão. Isso explica porque a instalação é feita no topo dos edifícios.

O recebimento do sinal é feito de forma centralizada (na empresa ou no condomínio que contratou o serviço), e a partir daí a conexão é distribuída entre os diversos clientes/usuários.

Vantagens:


Não há a necessidade de instalar cabeamento, já que a conexão é sem fio;
Não precisa de modem, pois o sinal é distribuído internamente (via rede) – apenas uma placa de rede (disponível em quase todas as placas-mãe) já é suficiente;
Não precisa de provedor;
Velocidades altíssimas de download, se forem feitas as configurações adequadas.

Desvantagens:


Nem todas as prestadoras de serviço a rádio oferecem suporte adequado;
Barreiras próximas à antena podem atrapalhar (e muito) a conexão;
Baixo desempenho em torrents, já que na maioria das vezes o usuário não tem um IP para sua máquina (o que impossibilita a obtenção de IDs altas);
A supracitada ausência de IP também impossibilita a criação de um servidor (de jogos ou afins);
Quando chove, a velocidade da conexão é reduzida drasticamente (torna-se praticamente nula).

3G

Tecnologia que chegou recentemente ao Brasil, sua definição é simples: 3ª Geração. Funciona, assim como a internet a rádio, sem a necessidade de fios; por se tratar de uma tecnologia móvel, vem sendo oferecida por diversas empresas de telefonia celular (às quais é mais simples fazer a distribuição do sinal, visto que já contam com a infraestrutura necessária).

Além dos aparelhos celulares que contam com a tecnologia embutida (permitindo navegar em alta velocidade), há também os modems 3G; esses podem ser acoplados a notebooks, por exemplo, propiciando uma conexão de banda larga mesmo para usuários em movimento.

Vantagens:


Possibilidade de efetuar vídeo chamadas;
Velocidade de conexão de até 7 Mbps;
Tecnologia móvel, ou seja, você pode se conectar à internet dentro de um carro em movimento (ou na praia, na faculdade...).

Desvantagens:


As taxas para obtenção do serviço ainda são consideravelmente altas;
Área de cobertura restrita, devido à recente implantação do serviço;
A velocidade da conexão pode cair pela metade para usuários em movimento (em comparação a usuários parados).

Satélite

A internet via satélite é comumente utilizada em locais nos quais a internet convencional não está disponível, ou nos casos em que o usuário do serviço está em movimento constante (tal qual carros, ou navios em alto mar). Sua área de abrangência é mundial, já que satélites ficam no espaço e têm, dessa forma, alcance ampliado.

Para utilizar a tecnologia, é necessário ter uma antena (semelhante a uma parabólica), cujo custo é bem elevado. A velocidade desse tipo de conexão é extremamente alta, mas com um porém: devido à enorme distância entre o emissor e o receptor, a troca de informações é feita em grandes pacotes; isso permite um desempenho muito satisfatório para downloads, mas a demora entre o recebimento de um pacote e outro a torna inviável para a prática de atividades que envolvam respostas rápidas (como jogos online em tempo real).

Vantagens:


A maior velocidade de download dentre todos os tipos de conexão;
A maior área de cobertura possível, sendo possível o acesso à internet até mesmo no meio da floresta amazônica;
Garantia da largura da banda.

Desvantagens:


É uma tecnologia extremamente cara;
Há a necessidade de ter uma antena específica, também bem cara;
Não há muitos provedores existentes para esse tipo de serviço.

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